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Paraná

Itaipu: 52 Anos de Contribuição à Segurança Energética e Transição Sustentável

A hidrelétrica Itaipu Binacional, inaugurada em 1974, celebra 52 anos com foco na geração de energia renovável e na transição energética. Em meio a crises...
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A assinatura do Tratado de Itaipu, em 1973, entre Brasil e Paraguai, ocorreu em um contexto de crise energética que abalou o mundo. A alta dos preços do petróleo naquela época evidenciou a dependência dos combustíveis fósseis, destacando a energia como um fator crucial para a soberania e o desenvolvimento nacional. Em 17 de maio de 1974, a Itaipu Binacional foi oficialmente fundada, dando início à sua trajetória de importância no setor energético.

Após 52 anos, a geopolítica global novamente pressiona a energia, com conflitos no Oriente Médio e incertezas sobre rotas de suprimento. O Banco Mundial prevê um aumento de 24% nos preços da energia até 2026, o maior desde a invasão da Ucrânia. A Energy Information Administration (EIA) aponta que, em 2024, cerca de 20 milhões de barris de petróleo por dia transitarão pelo Estreito de Ormuz, representando 20% do consumo mundial.

Essa situação histórica traz à tona a necessidade de diversificação das fontes de energia e a importância de reduzir emissões. A Itaipu, nesse contexto, se reafirma como uma usina estratégica, ao fornecer energia limpa e promover investimentos para a transição energética. Desde 5 de maio, quando completou 42 anos de operação, a usina já produziu mais de 3,1 bilhões de megawatts-hora, consolidando-se como a maior geradora de energia do mundo.

No ano de 2025, Itaipu produziu 72,8 milhões de MWh, o que representa 7% do mercado brasileiro e 88% do consumo do Paraguai. A eficiência operacional da usina, que conta com 20 unidades geradoras e uma potência instalada de 14 mil MW, reflete na competitividade da energia gerada. Em 2023, a quitação da dívida histórica possibilitou uma redução de 36,6% na tarifa, que caiu de US$ 27,86 para US$ 17,66 por kW/mês, válida para o período de 2024 a 2026.

Essa diminuição nas tarifas impacta diretamente os consumidores brasileiros. Em 2026, a energia de Itaipu terá um custo médio de R$ 217/MWh, que é inferior ao valor das usinas cotistas da Lei nº 12.783, que é de R$ 236,73/MWh, e bem abaixo da média de compra das distribuidoras no mercado regulado, estimada em R$ 342,71/MWh pela Aneel.

O surgimento da Itaipu se deu em um momento de crise energética, e sua atualidade se destaca em meio à crise climática e à instabilidade global. Assim como no passado, a resposta a esses desafios demanda cooperação, planejamento e um foco em energia limpa. Itaipu continua sendo um pilar essencial para garantir a segurança energética no presente e contribuir para uma matriz energética renovável e diversificada no futuro.

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