A Itália decidiu fechar temporariamente o espaço Schengen, que permite a livre circulação entre os países da União Europeia, em relação à Espanha. A medida foi anunciada nesta sexta-feira (31) pelo ministro das Relações Exteriores italiano, Antonio Tajani, como resposta à chegada em massa de migrantes do Marrocos ao enclave espanhol de Ceuta.
Em comunicado, Tajani afirmou que "a suspensão temporária do espaço Schengen com a Espanha é uma decisão necessária para proteger a segurança dos nossos cidadãos e defender as fronteiras da Europa". Ele ressaltou que essa ação era prevista nos tratados e tornou-se inevitável diante da situação atual.
Conforme informações do Ministério do Interior espanhol, mais de 48 mil migrantes já retornaram ao Marrocos após terem chegado a Ceuta, onde o total de entradas foi de cerca de 60 mil pessoas. O presidente da cidade autônoma, Juan Vivas, destacou que esse número equivale a aproximadamente 70% da população local.
Além dos números alarmantes, a crise migratória também resultou na morte de 34 pessoas que tentaram entrar no território espanhol. Em resposta à situação, o governo espanhol enviou reforços militares para apoiar a Guarda Civil na manutenção da segurança na região.
O Ministério do Interior da Espanha anunciou que um acordo foi estabelecido com Marrocos para facilitar a devolução imediata das pessoas que entraram ilegalmente em Ceuta. Até o momento, não houve uma declaração oficial do governo marroquino sobre o assunto.
As imagens impactantes da crise migratória provocaram reações diplomáticas, com a Itália solicitando na quinta-feira a suspensão do espaço Schengen para a Espanha, criticando sua política migratória. Em resposta, o embaixador italiano em Madri foi convocado pelo governo espanhol.



