A Itália se encontra sem técnico após a saída de Gennaro Gattuso, que deixou o cargo dias após a eliminação na repescagem europeia da Copa do Mundo. A rescisão foi confirmada pela Federação Italiana de Futebol (FIGC), que também lida com a renúncia do presidente Gabriele Gravina e a saída de Gianluigi Buffon da função de chefe de delegação.
A seleção, tetracampeã mundial, está fora da Copa pela terceira vez consecutiva. O fracasso ocorreu após um empate em 1 a 1 com a Bósnia-Herzegovina, seguido de uma derrota por 4 a 1 nos pênaltis. A Itália havia aberto o placar, mas uma expulsão complicou a partida, resultando na eliminação.
A crise começou a se desenhar após a Itália ter falhado na fase de grupos, terminando atrás da Noruega no saldo de gols, mesmo com cinco vitórias. A equipe não se classificou para a última Copa do Mundo em 2018 e, desde o título em 2006, seu desempenho em Mundiais caiu drasticamente.
As saídas em série de figuras importantes expõem a pressão sobre a federação, com o ministro do Esporte exigindo mudanças na estrutura do futebol italiano. Gattuso, após a eliminação, decidiu também deixar o cargo, reconhecendo a necessidade de um novo direcionamento para a seleção.

