O ex-presidente Jair Bolsonaro, do PL, será novamente julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Na última terça-feira, dia 28, a Primeira Turma da Corte decidiu que possui competência para analisar uma queixa-crime apresentada contra Bolsonaro.
A ação foi movida pela procuradora da República Monique Cheker Mendes, que acusa o ex-presidente de calúnia. A denúncia se baseia em declarações feitas por Bolsonaro durante uma entrevista em 2022, no programa "Pingos nos Is", da Jovem Pan, onde insinuou que a procuradora "forjava provas" em uma investigação que o envolvia.
A investigação apura um suposto crime ambiental, relacionado à pesca em área protegida, que teria sido cometido em 2012, quando Bolsonaro ainda era deputado federal. O processo chegou ao STF em 2023, mas a ministra Cármen Lúcia, relatora do caso, decidiu remeter a questão à Justiça Federal no Distrito Federal, uma vez que Bolsonaro não detém mais foro privilegiado desde que deixou a presidência.
No entanto, o Ministério Público Federal (MPF) recorreu dessa decisão, levando a ministra a reconsiderar seu entendimento anterior. A revisão da relatora foi acompanhada pelos ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Flávio Dino, todos integrantes da Primeira Turma do STF.
Com a nova decisão, a defesa de Jair Bolsonaro tem um prazo de dez dias para se manifestar sobre o julgamento e também para apresentar uma posição referente a uma possível conciliação do caso. Essa nova fase do processo marca um importante desdobramento nas questões legais enfrentadas pelo ex-presidente desde sua saída do cargo.
A situação se torna ainda mais relevante no contexto das recentes ações judiciais que envolvem figuras proeminentes da política nacional, refletindo as tensões e controvérsias que permeiam o cenário político brasileiro atual.



