A defesa do senador Jaques Wagner (PT-BA) protocolou nesta segunda-feira (22) um recurso no Supremo Tribunal Federal (STF) visando anular a decisão que autorizou a busca e apreensão em sua residência, realizada na última quinta-feira (18). O advogado do parlamentar, Pablo Domingues, argumenta que a medida apresenta "erros graves que comprometem a ação".
Domingues enfatizou que Wagner não atuou no Congresso Nacional em favor do Banco Master, ressaltando que a única emenda de sua autoria relacionada ao tema, apresentada na Medida Provisória 1106/2022, tinha como objetivo limitar os juros e proteger os consumidores, o que contraria os interesses do banco mencionado.
A defesa também ressaltou que o senador é contrário à "Emenda Master", proposta pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI), no contexto da PEC 65/2023. Essas posições e ações de Wagner, , são de conhecimento público.
Sobre os valores em dinheiro encontrados na residência do senador, a defesa alegou que sua origem é lícita e pode ser comprovada. Parte do montante, segundo a nota, é proveniente de diárias oficialmente declaradas pelo Senado para viagens ao exterior, enquanto outra parte foi obtida por meio de operações regulares com instituições financeiras.
Domingues também mencionou que o Ministério Público Federal (MPF) já havia considerado a apreensão dos bens como "prematura". Ele se mostrou confiante de que o STF corrigirá os erros na decisão e reafirmou a tranquilidade do senador em relação à sua conduta durante o processo.



