O cantor jamaicano deixa um impacto duradouro no estado brasileiro onde viveu por quase uma década

Jimmy Cliff, ícone do reggae, faleceu aos 81 anos, deixando um legado significativo na Bahia.
Jimmy Cliff e sua conexão com a Bahia
O cantor jamaicano Jimmy Cliff faleceu nesta segunda-feira (24), aos 81 anos, após complicações de saúde, incluindo uma convulsão seguida de pneumonia. Conhecido mundialmente por sua contribuição ao reggae, Cliff fincou raízes no Brasil, especialmente na Bahia, onde viveu por quase uma década durante os anos 80. Essa ligação se intensificou através de sua filha, Nabiyah Be, nascida e criada em Salvador.
Nabiyah é fruto da relação de Cliff com a artista visual Sônia Gomes, casal que foi apresentado pela famosa cantora Margareth Menezes. A conexão do cantor com a Bahia foi tão forte que ele frequentemente era visto usando a camisa do Bahia Esporte Clube, que não hesitou em prestar homenagens ao artista após sua morte. Em uma mensagem nas redes sociais, o clube expressou: “Com grande pesar, o Esquadrão lamenta o falecimento do jamaicano-tricolor Jimmy Cliff, um dos maiores reggaemans da história, que abraçou nosso clube após inúmeras vindas a Salvador.”
A trajetória musical de Jimmy Cliff no Brasil
Jimmy Cliff chegou ao Brasil pela primeira vez em 1968, onde lançou o álbum “Jimmy Cliff in Brazil”. Sua carreira no país ganhou força ao longo das décadas, culminando em uma apresentação na antiga Arena Fonte Nova, onde atraiu um público de 60 mil pessoas ao lado de Gilberto Gil. Durante os anos 80, Cliff se apresentou em diversas cidades, incluindo Recife, São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, solidificando seu status como um ícone musical.
Ele também teve um papel significativo na cultura local ao se aproximar do Olodum e participar do Femadum (Festival de Música e Arte Olodum) em 1990. Sua colaboração com artistas brasileiros, como Titãs, Ara Ketu e Cidade Negra, demonstra sua influência e integração na cena musical do Brasil. Suas músicas também se tornaram parte da trilha sonora de novelas brasileiras, como “Rainha da Sucata”, ampliando ainda mais seu alcance.
O legado de Jimmy Cliff
O legado de Jimmy Cliff é inegável. Com suas músicas que falam de amor, luta e esperança, ele conquistou o coração do povo baiano e de muitos brasileiros. O impacto de sua presença no estado é evidente não apenas por sua obra musical, mas também pela conexão emocional que estabeleceu com a cultura local. A homenagem do Bahia Esporte Clube é um testemunho de como Cliff foi abraçado por um dos mais tradicionais clubes de futebol do Brasil, mostrando que sua influência ultrapassou as barreiras da música.
Em suas últimas aparições, Cliff continuou a ser uma figura inspiradora para muitos, promovendo a paz e a união através de sua arte. Sua música, rica em mensagens de resistência e amor, permanecerá viva nas memórias de todos aqueles que tiveram a oportunidade de vivenciar sua genialidade.
Considerações finais
Jimmy Cliff não foi apenas um artista; ele foi um símbolo de uma era que uniu o reggae à cultura brasileira. Sua morte deixa uma lacuna, mas seu legado continuará a inspirar gerações futuras. O Brasil, especialmente a Bahia, perderá um de seus maiores filhos adotivos, mas sua música e sua mensagem permanecerão eternamente.
Que o mestre descanse em paz.
Fonte: esporte.ig.com.br
Fonte: Jimmy Cliff com camisa do Bahia


