Neste sábado, 2, o presidente do Democracia Cristã (DC), João Caldas, comunicou que decidiu vetar a filiação do ex-governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, ao partido. A decisão foi tomada em meio ao apoio do DC à pré-candidatura presidencial de Aldo Rebelo, ex-ministro. Caldas justificou sua escolha de forma peculiar, mencionando a já elevada quantidade de "doidos" na agremiação.
Witzel, que possui uma trajetória de 17 anos como juiz federal, foi eleito governador do Estado em 2018, contando com o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro. Entretanto, sua gestão foi interrompida em abril de 2021, quando sofreu um impeachment. A destituição foi aprovada por um Tribunal Especial Misto (TEM), composto por deputados estaduais e desembargadores, com um placar de dez votos a zero.
As investigações que resultaram na cassação de Witzel estavam vinculadas à Operação Placebo, que investigou indícios de desvio de verbas que deveriam ser aplicadas em ações de combate à pandemia de covid-19. Atualmente, Witzel está filiado ao Democrata, a nova denominação do antigo Partido da Mulher Brasileira (PMB).
A situação política no Rio de Janeiro continua instável, especialmente após a renúncia de Cláudio Castro (PL). Este evento levou Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça, a assumir a função de chefe do Executivo estadual. No momento, o Supremo Tribunal Federal (STF) analisa a possibilidade de convocar uma eleição suplementar para o governo do Estado ou se a responsabilidade de escolher o ocupante do cargo temporário ficará a cargo da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
A insistência de Witzel em se filiar ao DC, caracterizada por diversas ligações e reuniões, foi rejeitada por Caldas, que enfatizou sua decisão em função da composição atual do partido. O veto à filiação reflete um momento de transição e reestruturação dentro da política fluminense, em um cenário que ainda busca estabilidade após as recentes mudanças no comando do governo estadual.



