Joaquim Barbosa, que foi presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), está em vias de concorrer à presidência nas eleições de 2026. O ex-magistrado se filiou ao Democracia Cristã (DC) em abril, com a intenção do partido de lançá-lo como candidato ao cargo máximo do Executivo.
Desde sua aposentadoria em 2014 da Suprema Corte, Barbosa se destacou por seu papel como relator do Mensalão, que resultou na condenação de vários políticos envolvidos em práticas de compra de votos durante o primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que o indicou ao STF em 2003.
O Democracia Cristã já havia anunciado, no início de 2026, a pré-candidatura de Aldo Rebelo à presidência. No entanto, com a queda de popularidade de Rebelo nas pesquisas de intenção de voto, o partido decidiu reconsiderar essa estratégia. Rebelo, que foi ministro durante os governos de Lula e Dilma, viu sua candidatura ganhar menos apoio após a divulgação de áudios envolvendo Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, onde o senador foi ouvido pedindo recursos para um filme relacionado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
A análise do DC sugere que Joaquim Barbosa seria uma alternativa viável para derrotar Lula e preencher um possível vácuo na direita política. O ex-presidente do STF é reconhecido por seu combate à corrupção, e sua candidatura poderia ser vista como uma resposta à crise institucional que afeta o Judiciário, especialmente em relação a ministros da Corte, como Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, que enfrentam suspeitas ligadas ao caso do Banco Master.
Pesquisas qualitativas realizadas pelo Democracia Cristã indicaram que o nome de Barbosa apresenta resultados positivos entre os eleitores. O partido agora procura um candidato a vice com um perfil político que possa compor uma chapa ao lado de Barbosa, embora o ex-ministro ainda não tenha se manifestado sobre a aceitação do convite para concorrer.
Dessa forma, a movimentação do DC em torno de Joaquim Barbosa marca um ponto importante na corrida eleitoral de 2026, refletindo as estratégias e os desafios que os partidos enfrentam em um cenário político em transformação.



