O jornalista e comentarista esportivo Adroaldo Guerra Filho, conhecido como Guerrinha, morreu nesta quarta-feira (28), aos 70 anos, em Porto Alegre (RS). Ele estava internado no Instituto de Cardiologia desde domingo (25), após apresentar um quadro de infecção pulmonar. Guerrinha deixa a mulher, Kathia, as filhas Michelle e Karine e três netos: João Vitor, Manoela e Eduarda.
Com 43 anos de trabalho no Grupo RBS, Guerrinha construiu uma trajetória de mais de cinco décadas na imprensa. Comentarista da Rádio Gaúcha, era a principal atração do programa 'Sala de Redação', um dos debates esportivos mais tradicionais do estado. Ao longo da carreira, também atuou em jornais e na TV.
Formado em Jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), Guerrinha iniciou a carreira nos anos 1970, cobrindo corridas de cavalos no Hipódromo do Cristal e trabalhando nos jornais 'Folha da Manhã' e 'Correio do Povo'. Em 1983, retornou ao Grupo RBS para escrever sobre turfe no jornal 'Zero Hora'. A redução do espaço dedicado ao tema o levou a mudar de área em 1993, quando passou a cobrir o Internacional, seu clube do coração.
Em 1999, estreou no rádio ao lado do ex-jogador Paulo Roberto Falcão no programa 'Falcão na Gaúcha'. No ano seguinte, começou a publicar a coluna Guerra Total no 'Diário Gaúcho'. Guerrinha também ficou marcado por frases de efeito que viraram bordões, como 'Não dá pra servir farofa em restaurante com ventilador de teto' e 'Não pode querer ir pra guerra com secador de cabelo'.
Em 2004, passou a integrar o 'Sala de Redação' para substituir temporariamente o jornalista Kenny Braga durante as férias. A participação tornou-se permanente e consolidou seu lugar entre as principais vozes do debate esportivo do Rio Grande do Sul. Além do rádio, participou de programas de televisão, como o 'Lance Final', da RBS TV. Em 2014, assumiu o comando do 'Paredão do Guerrinha', atração de entrevistas da Rádio Gaúcha.



