O departamento jurídico do PT declarou que não existem bases legais para uma possível punição à candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em razão do desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói. O evento, realizado no domingo, homenageou o petista e o partido enfatizou que manifestações políticas e culturais são um exercício legítimo da liberdade de expressão.
O Partido Novo planeja acionar a Justiça Eleitoral para solicitar a inelegibilidade de Lula. O senador Flávio Bolsonaro criticou a situação, alegando que o presidente estaria utilizando recursos públicos para promover uma campanha antecipada, e descreveu o ocorrido no carnaval como um crime. Sua crítica também fez referência à condenação de seu pai no Tribunal Superior Eleitoral, embora não tenha mencionado os detalhes da condenação.
Diante da polêmica, o Palácio do Planalto orientou que os ministros não participassem do desfile, para evitar quaisquer implicações de desvio de finalidade e suposta campanha eleitoral antecipada. A primeira-dama Janja, embora liberada para comparecer, decidiu não participar para evitar desgastes com a base governista.
Lula assistiu ao desfile no camarote do governador Eduardo Paes e cumprimentou integrantes da Acadêmicos de Niterói, além de outros membros de escolas de samba. A agremiação, que fez críticas aos ex-presidentes Michel Temer e Jair Bolsonaro, levou à Avenida o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, destacando a trajetória do presidente desde sua infância até o Planalto.

