As taxas médias de juros cobradas pelos bancos subiram para as famílias e caíram para as empresas em novembro, divulgadas pela Banco Central. Nas operações de crédito livre para pessoas físicas, os juros avançaram 5,5 pontos percentuais nas contratações de crédito pessoal não consignado, que subiram para 106,6% ao ano, e 3,2 pontos percentuais no cartão de crédito parcelado, que ficou em 181,2% ao ano.
Além disso, houve aumento de 0,7 pontos percentuais na taxa do cartão de crédito rotativo, chegando a 440,5% ao ano. Essa última modalidade é uma das mais altas do mercado.
Mesmo com a limitação de cobrança dos juros do rotativo, os juros seguem variando, com redução de 5,4 pontos percentuais em 12 meses para as famílias. Isso porque a medida visa reduzir o endividamento, mas não afeta a taxa de juros pactuada no momento da contratação do crédito.
O crédito rotativo dura 30 dias e é tomado pelo consumidor quando paga menos que o valor integral da fatura do cartão de crédito, pagando a parcela mínima, por exemplo. Ou seja, contrai um empréstimo e começa a pagar juros sobre o valor que não conseguiu quitar.

