O ministro Alexandre de Moraes, integrante do Supremo Tribunal Federal, determinou o envio de laudos elaborados pela Polícia Federal à Procuradoria-Geral da República. Essa decisão foi tomada na quinta-feira (8) e está relacionada à Operação Contenção, que teve como alvo o Comando Vermelho no Rio de Janeiro.
A Operação Contenção foi deflagrada em 28 de outubro de 2025 e envolveu um efetivo de aproximadamente 2.500 policiais civis e militares, atuando nos complexos da Penha e do Alemão. O principal objetivo da ação era cumprir mandados de prisão, capturar lideranças da facção criminosa e conter a expansão territorial do Comando Vermelho. A operação resultou em um total de 121 mortos, tornando-se a mais letal da história das intervenções policiais no Brasil.
Os laudos encaminhados à PGR incluem 12 relatórios que foram produzidos a partir da análise de vídeos gravados pelas câmeras corporais dos agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais, conhecida como Core, durante a operação. Além desses, a Polícia Federal também elaborou 106 laudos adicionais, com base em fotografias e exames cadavéricos fornecidos pela Polícia Civil do Rio de Janeiro.
Junto com as perícias, a PF enviou ao Supremo uma análise detalhada dos conteúdos dos vídeos registrados durante a ação. Moraes, ao determinar o envio desse material, ressaltou a necessidade de que a Procuradoria-Geral da República mantenha o sigilo das informações e siga as normas referentes à cadeia de custódia das provas.
Essa análise está inserida no contexto da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 635, também conhecida como ADPF das Favelas, onde o Supremo Tribunal Federal tem acompanhado e estabelecido diretrizes para operações policiais no Rio de Janeiro.



