Leopoldo Luque, o neurocirurgião que atendia Diego Maradona, declarou-SE inocente nesta quinta-feira (16) durante o julgamento na Argentina sobre a morte do ex-jogador. Luque é um dos sete profissionais de saúde acusados pelo falecimento de Maradona, ocorrido em 25 de novembro de 2020, devido a uma crise cardiorrespiratória e edema pulmonar.
Este é o primeiro depoimento no novo julgamento após a anulação de um processo anterior, que foi encerrado por causa de um escândalo envolvendo uma juíza. A nova fase do julgamento começou na última terça-feira (14) e Luque, ao ser chamado inesperadamente, provocou a suspensão das testemunhas que estavam agendadas, incluindo a filha de Maradona, Gianinna, conforme decisão do Ministério Público.
Os acusados enfrentam uma acusação de homicídio com dolo eventual, que implica na consciência sobre a possibilidade de causar a morte. A pena prevista para esse crime pode chegar a 25 anos de prisão. Todos os envolvidos, assim como Luque, SE declaram inocentes.
Durante seu depoimento, o médico contestou a afirmação de que Maradona teria passado 12 horas em agonia antes de falecer. “Estou completamente seguro de que isso não aconteceu”, afirmou Luque, que também questionou aspectos da autópsia, como o peso elevado do coração do ex-jogador, algo que ele considera comum em atletas.
Luque criticou um relatório que indicava que Maradona apresentava um edema agudo de pulmão e mencionou uma situação em que a reanimação foi feita em um cadáver a pedido da família. “Quem sabe o que isso gera em um cadáver?” questionou o neurocirurgião, ressaltando que não foi ele quem operou Maradona em 2007 e que não o atendeu mais após esse ano, quando ele não recebeu mais medicamentos cardíacos.
O médico enfatizou que não estava expressando sua opinião, mas apenas relatando o que estava documentado.


