A Seleção Brasileira se encontra em um cenário preocupante a menos de 50 dias para o início da Copa do Mundo. A equipe já sentiu a ausência de Rodrygo e agora enfrenta a possibilidade de perder Estêvão, que sofreu uma grave lesão na coxa direita e é pouco provável que participe do torneio.
Desde as edições iniciais do torneio, o Brasil, assim como outras seleções, passou por dificuldades relacionadas a lesões em Copas do Mundo. Um dos casos mais emblemáticos ocorreu em 1958, quando Pelé, com apenas 17 anos, destacou-se ao marcar seis gols em três partidas de mata-mata, levando o Brasil ao seu primeiro título. Contudo, no Mundial seguinte, a estrela enfrentou um revés inesperado. Durante o segundo jogo contra a Tchecoslováquia, Pelé lesionou a coxa esquerda e deixou o time com um atleta a menos, não conseguindo continuar na competição.
Apesar da ausência do jovem prodígio, o Brasil se reergueu, com Amarildo assumindo a posição de Pelé e Garrincha se destacando como o novo protagonista, garantindo o bicampeonato consecutivo.
Em 1966, a Seleção chegou à Inglaterra com a ambição de conquistar o tricampeonato consecutivo. A expectativa recaía sobre Pelé, que, titular na estreia contra a Bulgária, acabou se machucando devido à dureza do jogo europeu. Ele sofreu uma lesão no joelho direito, o que o afastou da segunda partida, contra a Hungria. A derrota para os húngaros complicou a situação do Brasil, e Pelé forçou seu retorno para o último jogo do grupo, contra Portugal. No entanto, as entradas duras dos adversários pioraram sua condição física, resultando em uma derrota por 3 a 1 e na promessa de Pelé de não disputar mais Copas do Mundo.
Outro momento marcante ocorreu na Copa de 1990, quando Careca, que se destacava como um dos principais centroavantes do Brasil, teve sua atuação comprometida por uma lesão. Naquela edição, o time comandado por Telê Santana enfrentou desafios e frustrações que impactaram sua trajetória no torneio.
Mais recentemente, na Copa do Mundo de 2014, Neymar, a grande estrela da Seleção, sofreu uma lesão na coluna durante a semifinal contra a Alemanha, após uma joelhada de Juan Pablo Zuñiga. A ausência de Neymar foi sentida, afetando o moral da equipe, que acabou sendo derrotada por 7 a 1, um resultado que entrou para a história do futebol brasileiro.



