Após quase um ano sem registrar mortes pela dengue, Londrina confirmou seu primeiro óbito pela doença em 2026. A vítima, uma mulher de 23 anos, apresentava comorbidades e teve os primeiros sintomas da doença em 19 de abril, falecendo no dia 25 no Hospital Universitário da UEL (HU-UEL).
A Secretaria Municipal de Saúde divulgou um novo boletim epidemiológico, revelando que, até o momento, Londrina contabiliza 7.571 notificações de dengue em 2026. Desses, 899 casos foram confirmados, enquanto 5.783 foram descartados e outros 889 permanecem em análise.
Os dados mostram uma queda significativa nos indicadores em comparação ao mesmo período do ano anterior, quando 14.326 notificações foram registradas, com 2.271 casos confirmados e cinco mortes. Essa redução representa uma diminuição de 60% nos casos confirmados em relação a 2025.
No que se refere à chikungunya, os números permanecem estáveis, com nove notificações em 2026, embora sem casos confirmados até o presente momento. Oito ocorrências foram descartadas e uma segue em análise.
Fernanda Fabrin, diretora de Vigilância em Saúde, expressou pesar pela morte da jovem e reforçou o compromisso da Gerência de Vigilância Ambiental em manter ações preventivas. "Estamos trabalhando incessantemente para manter os números da dengue em patamares inferiores aos do ano passado, investindo em novas tecnologias e estratégias de combate ao mosquito Aedes aegypti. É fundamental que a população colabore com os agentes de saúde e elimine possíveis criadouros do mosquito", afirmou.
A prefeitura também está intensificando as visitas aos imóveis, tendo encontrado cerca de 900 propriedades fechadas nas áreas com maior concentração de casos. Nino Ribas, gestor da área, pediu apoio da comunidade para a recepção dos agentes, ressaltando a importância da vistoria para o controle da doença.



