O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi escolhido como relator de um mandado de segurança que requer a liberação de informações sobre as entradas e saídas de Viviane Barci, esposa de Alexandre de Moraes, do banqueiro Daniel Vorcaro e do filho do presidente Lula nas dependências do Senado. A mudança de relatoria ocorreu após Alexandre de Moraes ter se declarado suspeito para julgar o caso na última segunda-feira (21), após ter sido inicialmente sorteado na sexta-feira (18).
O pedido para que as informações sejam divulgadas foi feito pelo vereador de Curitiba, Guilherme Kilter, que é candidato a deputado federal. Ele fundamentou seu pedido na Lei de Acesso à Informação (LAI), mas teve a solicitação negada pelo Senado, que alegou que os dados de acesso são de caráter pessoal.
Após a negativa, Kilter buscou a Justiça Federal do Paraná, mas a juíza Thais Sampaio da Silva Machado declarou a incompetência do tribunal para julgar a questão. A magistrada argumentou que apenas o Supremo Tribunal Federal possui jurisdição para analisar um mandado de segurança contra ações do presidente do Senado.
A situação envolve questões sensíveis sobre a transparência no acesso a informações públicas e a proteção da privacidade de indivíduos que frequentam as dependências do Senado. O desfecho desse caso poderá influenciar debates sobre a aplicação da Lei de Acesso à Informação e os limites da privacidade em relação ao interesse público.
Esse episódio também destaca a relevância do papel do STF em assegurar que os direitos de acesso à informação sejam respeitados, mesmo quando envolvem figuras públicas. A decisão de Luiz Fux, como novo relator, será acompanhada de perto, dado o impacto que pode ter sobre a confiança nas instituições e na transparência do governo.



