O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT), fez novas críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, do Partido Liberal (PL), nesta sexta-feira (24). A declaração ocorreu durante uma visita à fábrica da Avibras, localizada em Jacareí, no interior de São Paulo. Em seu discurso, Lula se referiu a Bolsonaro como "imbecil" e afirmou que ele possuía a "mente atrofiada de inteligência", em alusão às acusações feitas contra o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Embora não tenha mencionado Bolsonaro diretamente, Lula recordou comentários feitos pelo ex-chefe do Executivo sobre a suposta existência de uma "caixa-preta" no BNDES, um tema que foi recorrente durante o governo anterior. O presidente afirmou: "O imbecil ganhou as eleições e não achou caixa-preta. A caixa-preta estava na cabeça dele, que estava atrofiada de inteligência".
Ao defender o BNDES, Lula destacou que a instituição sofreu ataques nos últimos anos, mas conseguiu manter uma gestão técnica e responsável. Ele ressaltou que o banco apresenta índices de inadimplência muito baixos e desempenha um papel estratégico no financiamento da indústria nacional. "O BNDES tem a maior competência para trabalhar com investimentos de longo prazo para a indústria brasileira", enfatizou.
A visita à Avibras, considerada essencial para a indústria de defesa do Brasil, marca o recomeço das atividades da empresa, que havia enfrentado uma paralisação de cerca de três anos devido a dificuldades financeiras. A Avibras é responsável pela produção de diversos equipamentos militares, incluindo lançadores de foguetes, mísseis de cruzeiro e veículos blindados, atendendo tanto à Marinha do Brasil quanto à Força Aérea Brasileira (FAB) e exportando produtos para países do Oriente Médio, da Ásia e da América Latina.
A agenda presidencial contou com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin, da ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, do ministro da Defesa, José Múcio, e do ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa.



