O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que Donald Trump "age como se estivesse em um programa de TV", embora tenha notado que, em encontros privados, Trump se mostrou "calmo e tranquilo". Lula observou que Trump é um especialista em marketing e mídias sociais, ressaltando que a próxima reunião entre os dois, prevista para março, abordará o combate ao narcotráfico.
Lula também se manifestou sobre a prisão de Nicolás Maduro, considerando inaceitável a intervenção dos Estados Unidos. Ele defendeu que o líder venezuelano deve ser julgado pela Justiça de seu próprio país, não por cortes americanas. O presidente brasileiro criticou a captura de Maduro e sua esposa, Cilia Flores, pelas forças militares norte-americanas, que os levaram para Nova York.
Durante a entrevista, Lula destacou que a interferência de uma nação sobre outra é inaceitável. Ele enfatizou que, se Maduro tiver que ser julgado, isso deve ocorrer na Venezuela, não no exterior. As acusações contra Maduro incluem narcoterrorismo e tráfico internacional de drogas, com penas variando de 20 anos a prisão perpétua.
Além disso, Lula defendeu a regulação das redes sociais, pedindo punições para plataformas que veiculam conteúdos violentos. Ele alertou sobre os efeitos negativos que as redes digitais podem ter na sociedade.

