O presidente Luiz Inácio Lula da Silva utilizou a convenção que oficializou Fernando Haddad como candidato ao governo de São Paulo, realizada em Campinas (SP) no dia 25, para manifestar sua oposição a interferências externas nas eleições do país. Lula enfatizou: "Que não venha ninguém de fora querer meter o dedo nas nossas eleições". Ele alertou que quem tentar se intrometer nas decisões brasileiras enfrentará resistência nas urnas, afirmando que os 157 milhões de eleitores são os responsáveis por determinar o futuro do Brasil.
Sem mencionar diretamente o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump, o presidente brasileiro mandou um recado ao líder americano, afirmando que o Brasil é um país soberano que busca manter relações diplomáticas com todas as nações. Durante o evento, Lula também elogiou a chapa paulista, que conta com quatro ex-ministros, e incentivou os eleitores a analisarem as biografias dos candidatos. O presidente fez críticas ao senador Flávio Bolsonaro, que concorre à Presidência pelo PL, e ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que busca a reeleição.
Lula, que se prepara para disputar sua sétima eleição, ressaltou a importância da eleição ao Senado, destacando a necessidade de apoio das candidatas Simone Tebet, ex-ministra do Planejamento, e Marina Silva, ex-ministra do Meio Ambiente. Ele reconheceu que o país enfrenta desafios e afirmou que "a política está apodrecida", pedindo engajamento para superar os problemas.
Apesar do reconhecimento do favoritismo de Tarcísio em São Paulo, os petistas motivaram seus apoiadores a se mobilizarem para criticar a gestão atual e promover as realizações do governo Lula. No evento, as críticas se concentraram em diversas áreas da administração de Tarcísio, incluindo as privatizações da Sabesp e do transporte sobre trilhos, além do aumento da criminalidade e feminicídios no estado.
Fernando Haddad, que enfrenta um cenário desafiador, tem buscado apoio de especialistas e aliados históricos do PSDB para formular estratégias de campanha. O ex-ministro está ciente de que precisa desconstruir a imagem do atual governador, que é visto como um forte concorrente, ao mesmo tempo em que busca destacar as iniciativas do governo federal em São Paulo. Tais iniciativas incluem obras importantes como o Túnel Santos-Guarujá e o Trem Intercidades, que têm gerado disputas sobre a paternidade dessas realizações entre os governos estadual e federal.



