O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT), fez uma ironia ao secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, nesta segunda-feira (20). Durante a convenção nacional do PDT, Lula sugeriu que, caso Rubio queira apoiar o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República pelo PL do Rio de Janeiro, ele poderia vir ao Brasil e montar um comitê para tal.
A declaração ocorreu ao término do discurso de Lula, que marcou a oficialização do apoio do PDT à sua reeleição. Essa convenção foi a primeira a formalizar apoio ao presidente, que tem sua convenção nacional do PT agendada para o dia 2 de agosto, em São Paulo.
"Estou convidando quem quiser vir do mundo para ver as eleições aqui no Brasil. Quem quiser pode vir acompanhar. Se o secretário de Estado americano, Marco Rubio, quiser vir apoiar o meu adversário, que venha e monte um comitê. Porque a gente vai derrotar todos em nome da defesa da democracia neste país", afirmou Lula.
O presidente também reiterou a importância da soberania brasileira, um tema que tem sido recorrente em seus pronunciamentos. Ele comentou que as decisões do Brasil são tomadas internamente e que o país não aceita imposições externas, especialmente após o anúncio do governo dos EUA sobre a aplicação de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros.
Na última quinta-feira (16), Marco Rubio declarou em sua conta no X que a taxação foi uma consequência da priorização do ego de Lula em detrimento de um acordo que beneficiasse o povo brasileiro, alegando que o governo brasileiro não teria negociado de boa-fé. Rubio já havia afirmado anteriormente que o Brasil se destaca como uma exceção em uma América Latina que possui aliados dos Estados Unidos.
Uma reportagem do jornal The New York Times, publicada no dia 11, revelou que Rubio tem atuado como governante de facto da Venezuela, especialmente após a captura do ditador Nicolás Maduro em uma operação dos Estados Unidos. O secretário mantém contato frequente com a presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, e tem influência sobre as finanças e a administração do país.



