Em um evento da Petrobras realizado em Salvador (BA) na quinta-feira (14), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi indagado sobre o vazamento de conversas entre Flávio Bolsonaro (PL) e o banqueiro Daniel Vorcaro. Lula, no entanto, optou por não comentar a situação, enfatizando que a responsabilidade recai sobre as autoridades policiais.
"Eu não vou comentar. É um caso de polícia, não é meu. Eu não sou policial, eu não sou procurador-geral. O caso dele é de polícia. Tem algum delegado aqui? Não tem. Então, vá na primeira delegacia da Polícia Federal e pergunte como vai ser tratado o caso dele. O meu caso é tratar do povo brasileiro, é tratar da Petrobras e tratar do emprego", declarou o presidente.
No mesmo dia, o líder do PT na Câmara dos Deputados, Pedro Uczai (SC), apresentou um pedido ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) para que se inicie uma investigação visando rastrear possíveis repasses de Vorcaro relacionados à produção do filme Dark Horse. Uczai argumentou que é necessário instaurar um procedimento investigativo para verificar a destinação de valores milionários que não chegaram à produtora e que podem estar financiando atividades ilegais no exterior.
Gleisi Hoffmann, pré-candidata ao Senado pelo Paraná e membro do PT, também se manifestou através de um vídeo nas redes sociais, abordando o caso. A petista alegou que Vorcaro teria doado R$ 3 milhões à campanha de Jair Bolsonaro (PL) e pediu a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o denominado 'Caso Master' no Congresso.
Gleisi afirmou: "Por mais que tentem, está difícil dos Bolsonaro se livrarem do escândalo do Master, não é mesmo? […] Vamos relembrar as outras histórias deles com o Banco Master? A primeira foi a doação de 3 milhões de reais para a campanha do Bolsonaro pelo Zettel, primo do Vorcaro. Vocês lembram disso? Depois, o empréstimo também do avião desse Zettel para a campanha. Vários parlamentares e lideranças andando para lá e para cá para fazer campanha com o Bolsonaro."
A situação envolvendo Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro segue em evidência, com diferentes lideranças do PT buscando esclarecer os desdobramentos e implicações dos vazamentos e do financiamento de campanhas eleitorais.



