O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou nesta sexta-feira (17) que não comentará sobre a tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros até que o presidente americano, Donald Trump, se manifeste sobre a questão. Durante uma visita à Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP/Fiocruz), no Rio de Janeiro, Lula afirmou: “Eu vou deixar para falar do tarifaço quando o Trump falar. Quando o Trump falar, eu falarei. Enquanto ele não falar, eu não falarei.”
Em seu discurso, Lula enfatizou que o foco deve ser na Saúde Pública, mencionando a importância do Sistema Único de Saúde (SUS) e iniciativas voltadas ao atendimento das mulheres. Ele afirmou: “A notícia tem que ser o SUS, as nossas carretas da saúde da mulher, o tratamento das mulheres.”
Além de abordar o tarifaço, o presidente também ressaltou que o Brasil deve se orgulhar de seus avanços na saúde, apesar de não se considerar o melhor do mundo. “Não somos os melhores do mundo, mas nós temos que ter orgulho de sermos brasileiros”, disse ele, destacando a importância do respeito ao país. “Ninguém ouse falar mal do Brasil”, completou.
A postura de Lula reflete uma estratégia de aguardar uma posição de Trump antes de se pronunciar sobre as tarifas, que têm gerado preocupações no comércio bilateral. O presidente brasileiro parece querer evitar um confronto direto antes de ter uma resposta clara do governo dos Estados Unidos.
A situação é crítica, especialmente considerando o impacto que essas tarifas podem ter sobre a economia brasileira e as relações comerciais entre os dois países. Lula, em sua abordagem, demonstra um desejo de manter o diálogo aberto, mas também um cuidado em não se precipitar em suas declarações até que haja uma resposta do seu homólogo americano.



