Hermínio Bento Vieira foi um cidadão de excelente caráter, zeloso em princípios, uma figura invejável. A cada mês de janeiro dele eu lembro, pois deixou-nos sem ter sido paga a ele, uma aposta popular, em registro “de público” e agora, para pagar a dívida, só se for no além, para aonde vamos também um dia.
É que se desenrolava – no ar – numa das edições daquela tradição da TV Tarobá, O Dia da Bondade, reverenciado a cada ano aqui lembrado agora assim como a dívida para com aquele que chamávamos de “Tio Hermínio”. Era o “Dia da Bondade”, repito, uma criação do diretor geral da TV Jorge Guirado.
Não lembro que edição era, mas o ritual era aplaudido sempre e considerado aquecido pela opinião pública, órgãos públicos e particulares, comércio e indústria em geral… Enfim, por toda sociedade. Seguia seus lances rituais sempre aplaudidos e, a certa altura, naquele dia, lembramos, no calor do programa, que poderíamos acrescentar “mais um tempero” àquela empreitada de sucesso de então, de então, pois hoje não mais é vivida, não mais é produzida, foi mais um histórico eliminado, “previsível que iria ocorrer”, pois entrou no esquema diretivo da TV quem não era do ramo e, sem a empatia necessária, sem “essa essência exigida por esse ramo”, não iria prosperar, como não foi.
Mas, dizíamos, ocorreu-nos “uma espécie de tempero” e, naquele “pool” de cidades que viviam o festejado “Dia da Bondade”, estava também o nosso caríssimo Hermínio Bento Vieira, com a Tarobá da Foz e, no ar, à certa altura, “como combustível”, foi lembrada possível, e criada, uma competição entre Cascavel e Foz do “tio Hermínio”. Quem arrecadaria mais naquele dia?

