O Manchester City foi considerado culpado em 114 das 115 acusações referentes a infrações financeiras no âmbito da Premier League, conforme publicado nesta sexta-feira (25) por um portal esportivo. Até o momento, não houve definição de punições pelas autoridades responsáveis, que também não divulgaram a decisão formal. O clube já anunciou sua intenção de recorrer da sentença.
As acusações foram apresentadas em fevereiro de 2023, após um extenso período de quatro anos de investigação. Dentre as 115 infrações, 80 referem-se a irregularidades financeiras ocorridas entre 2009 e 2018, incluindo a inflacionação de contratos de patrocínio e complementos salariais não declarados. Além disso, há 35 acusações adicionais relacionadas à falta de cooperação durante a fase de investigação.
Uma audiência detalhada ocorreu entre setembro e dezembro de 2024, envolvendo uma comissão independente de três membros, em um local que foi mantido em sigilo. Durante essas sessões, advogados da Premier League e do Manchester City discutiram os detalhes do caso.
Em 2020, o clube já havia enfrentado sanções da UEFA, que suspendeu a equipe por dois anos de competições continentais devido a alegações de violação das normas de fair-play financeiro. Contudo, essa punição foi revertida após recurso na Corte Arbitral do Esporte (CAS).
Desde a aquisição do clube em 2008 pelo Abu Dhabi United Group, dos Emirados Árabes Unidos, o Manchester City passou por um considerável processo de transformação, acumulando diversos títulos na última década. Sob a liderança de Pep Guardiola, que esteve à frente do time entre 2016 e 2026, o City conquistou sete títulos do Campeonato Inglês entre 2018 e 2024 e, em 2023, venceu pela primeira vez a Liga dos Campeões da Europa.
Caso o Manchester City seja formalmente considerado culpado, as penalidades poderão incluir desde a perda de pontos até uma possível exclusão da Premier League, o que representaria um duro golpe para o clube e seus torcedores.



