No dia 7 de setembro, a Avenida Paulista foi palco de uma manifestação em apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL), que é candidato à Presidência da República. O ato contou com críticas direcionadas ao presidente Lula (PT) e ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A mobilização foi organizada pelo PL, antes que a tensão entre Moraes e o ministro André Mendonça aumentasse na semana anterior.
A manifestação ganhou novos contornos após a divulgação de mensagens do proprietário do Banco Master, Daniel Vorcaro, que ocorreu por determinação de Mendonça. Isso fez com que os pedidos de afastamento de Moraes e a defesa de Mendonça se tornassem temas centrais nos discursos e cartazes exibidos durante o evento.
Embora a mobilização tenha sido significativa, o número de participantes foi menor que em anos anteriores. Um levantamento realizado pelo Monitor do Debate Político – USP/Cebrap, em parceria com a organização More in Common, registrou 28,5 mil pessoas no pico de concentração. Em 2025, o mesmo estudo havia estimado 42,2 mil participantes, e em 2024, 45,4 mil. Considerando uma margem de erro de 12%, o público na segunda-feira variou entre 25,1 mil e 32 mil pessoas às 16h32, horário de maior movimento.
Essa diminuição no comparecimento ocorre em um contexto de crescente visibilidade política para Flávio Bolsonaro, que busca consolidar sua candidatura presidencial. Pesquisas indicam que ele está empatado com Lula em uma possível disputa de segundo turno, com ambos alcançando 41% das intenções de voto, segundo a Pesquisa Genial/Quaest divulgada no mesmo dia.
Durante a manifestação, o ministro Moraes se tornou um dos principais alvos das falas proferidas no trio elétrico instalado em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp). Os discursos defendiam uma mudança na composição do STF e uma bancada de direita mais robusta no Senado. Apesar do apoio expressado, a quantidade de participantes ficou abaixo das manifestações de 2024 e 2025.
O ato evidenciou que a candidatura de Flávio Bolsonaro será moldada por pautas tradicionais do bolsonarismo, ao mesmo tempo em que busca destacar o senador como figura central na corrida presidencial. A Avenida Paulista foi utilizada como uma plataforma para criticar Lula e Moraes, enquanto, Em Brasília, o governo Lula promoveu um desfile que enfatizou a soberania nacional, apresentando visões contrastantes sobre o atual cenário político do país.



