O ator Marcelo Serrado, aos 59 anos, revisita sua infância como um menino tímido e gago, recordando momentos marcantes de sua trajetória. A primeira crise de ansiedade surgiu em 2020, durante a pandemia, quando se sentiu em uma situação de risco enquanto estava em um quarto de hotel. Esse episódio desencadeou um processo de autoconhecimento que levou Serrado a buscar ajuda profissional e a compartilhar suas experiências com o público.
O artista lançou o livro "Fora do Roteiro", que coescreveu com Rosana Caiado, onde narra suas vivências e os caminhos que percorreu em busca de um equilíbrio emocional. O livro, que conta com 160 páginas e preço de R$ 59,90, é acompanhado por um documentário homônimo, dirigido por Edu Felistoque, que estreou no dia 18 de agosto de 2023 no canal de streaming Aquarius.
Além disso, Marcelo Serrado estrela o monólogo "Terapia", dirigido por Fernando Ceylão, que será apresentado em São Paulo, no Teatro Sabesp Frei Caneca, em março de 2024. A peça, escrita em parceria com Guilherme Rocha, aborda questões como TOC, TDAH e dislexia, refletindo sobre relacionamentos e desafios familiares através do humor e da reflexão.
Atualmente, o ator está em fase de finalização da cinebiografia "Marília", que retrata a vida da cantora Marília Mendonça, onde interpreta Wander Oliveira, o empresário da artista. Serrado também aguarda o lançamento das séries "Delegacia de Homicídios", da Disney+, e "Veronika com K", do Globoplay.
A trajetória de Marcelo Serrado é marcada por importantes experiências teatrais. Sob a direção de Antônio Abujamra, ele atuou na peça "O Inferno São os Outros", de Jean-Paul Sartre, em 1992. Apesar do fracasso inicial, essa experiência foi fundamental para seu crescimento como artista. Menos de um ano após essa montagem, recebeu um convite de Zé Celso Martinez Corrêa para atuar em "Ham-Let", uma releitura de Shakespeare, no Teatro Oficina. Serrado destaca a importância de aprender com os erros e a liberdade criativa que Zé Celso lhe proporcionou.
Um dos papéis mais emblemáticos da carreira de Serrado foi o de Crô na novela "Fina Estampa", que se tornou um marco em sua trajetória. Ele atribui o sucesso desse personagem às lições aprendidas com Zé Celso, que o incentivou a experimentar diferentes abordagens na interpretação. "O Crô só existiu por causa das lições do Zé Celso", reflete o ator, ressaltando a importância do aprendizado contínuo na arte.



