A Secretária Márcia Huçulak, em sua fala no plenário da Assembleia Legislativa nesta terça-feira, 04 de agosto de 2026, levantou questões cruciais sobre os perigos da desinformação. Em sua análise, ela abordou as razões que levam indivíduos a se envolverem com teorias da conspiração e correntes de negacionismo, utilizando a célebre frase de Galileu Galilei, que afirma: "De todos os ódios, nenhum supera o da ignorância contra o conhecimento."
Durante seu discurso, a deputada observou que as fake news têm um efeito profundo sobre as opiniões das pessoas. Um dos pontos destacados por ela foi a velocidade com que uma mentira se espalha, que é seis ou sete vezes maior do que a de uma verdade. Márcia exemplificou a situação ao afirmar que, atualmente, um ganhador do Prêmio Nobel e um terraplanista possuem o mesmo espaço nas redes sociais, o que evidencia a falta de critério na disseminação de informações.
Os algoritmos das plataformas digitais, , não fazem distinção entre a veracidade das informações, mas sim entre quem gera mais engajamento. Essa característica permite que narrativas falsas ganhem força, especialmente aquelas que oferecem respostas simples para questões complexas. A Secretária ressaltou que a necessidade humana por certezas é explorada por essas correntes, que, embora erradas, proporcionam um conforto emocional.
Márcia Huçulak também comentou sobre o impacto das teorias conspiratórias, que criam narrativas distorcidas e muitas vezes nocivas, afetando a compreensão da realidade por parte da população. O discurso incluiu uma crítica ao comportamento de indivíduos que, impulsionados pelas redes sociais, sentem a necessidade de opinar sobre tudo, muitas vezes sem o devido conhecimento.
A deputada observou que pessoas com pouca informação tendem a superestimar seu entendimento sobre os assuntos, ao passo que especialistas reconhecem a complexidade das questões à medida que aprofundam seus conhecimentos. Essa discrepância entre os dois grupos resulta em posicionamentos mais radicais por parte dos negacionistas e em uma postura mais cautelosa por parte dos cientistas e especialistas.
“Os estúpidos estão cheios de certezas, enquanto os cientistas e aqueles que buscam a melhoria do mundo estão cheios de dúvidas”, afirmou ela. Márcia concluiu sua fala enfatizando que a dúvida, que é um sinal de inteligência, passou a ser vista por muitos como uma fraqueza, o que representa um desafio significativo na luta contra a desinformação.



