A economista Marina Helena, que concorre pelo Partido Novo a uma vaga na Câmara dos Deputados por São Paulo, revelou nesta sexta-feira, 31, que foi abordada informalmente pela equipe do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para uma possível candidatura à Vice-Presidência da República. No entanto, Marina deixou claro que não considera a ideia de integrar uma chapa presidencial como sua prioridade e que seu objetivo principal é conquistar um espaço no Legislativo.
Durante uma entrevista ao programa Oeste Sem Filtro, a pré-candidata enfatizou que o Partido Novo já possui um candidato a presidente, o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, o que inviabiliza sua participação como vice em qualquer chapa que dispute o Palácio do Planalto. "Em nenhum momento eu levei isso como uma proposta que o partido devesse pensar a respeito", afirmou, reiterando a posição de que o foco deve ser na candidatura de Zema.
Marina Helena também abordou a importância da representação da direita no Congresso Nacional, destacando que a principal missão nas próximas eleições não se limita à conquista da Presidência da República, mas se estende à ampliação da presença de representantes no Congresso. Para ela, a renovação da Câmara dos Deputados e do Senado é fundamental para provocar mudanças significativas no cenário político do Brasil.
A economista criticou o que denomina de "consórcio PT-STF", atribuindo ao chamado centrão, que inclui partidos como PP, União Brasil, MDB e Republicanos, a responsabilidade pelas decisões que afetam o governo federal e o Supremo Tribunal Federal (STF). "O Lula não nos quebrou sem a anuência do Congresso", disse. Ela argumentou que certas ações do STF, incluindo a prisão de Jair Bolsonaro, ocorreram devido à falta de ação do Congresso.
Além de discutir a importância das eleições, Marina também falou sobre a influência crescente da internet no debate político. Para ela, as redes sociais têm contribuído para a diminuição do poder da mídia tradicional, permitindo que a população tenha acesso a uma gama mais ampla de informações. Essa mudança, segundo ela, é especialmente visível entre os jovens, que já não apoiam automaticamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pois estão consumindo conteúdo fora dos meios convencionais de comunicação.
Marina ressaltou que essa nova dinâmica apresenta uma oportunidade para a direita nas eleições. "Hoje o eleitor tem possibilidades. Ele tem escolhas", afirmou, destacando a importância de criar condições para que os eleitores possam formar suas opiniões de maneira autônoma. Essa visão reflete a estratégia do Partido Novo de focar em propostas que priorizem os valores defendidos pelos candidatos, independentemente de características pessoais como gênero.



