Na convenção nacional do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), realizada nesta segunda-feira, 27, o partido decidiu por não apoiar nenhum candidato à Presidência da República nas eleições que ocorrerão em outubro. Durante o encontro, a legenda optou por liberar seus diretórios estaduais, permitindo que cada um deles escolha seus apoios de acordo com as realidades locais.
Essa decisão significa que o MDB, que vinha sendo cortejado por figuras como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), adotará uma postura neutra na disputa pelo Palácio do Planalto. O presidente nacional do MDB, deputado federal Baleia Rossi, justificou que a liberação dos diretórios é uma forma de unir e pacificar o partido, o que pode resultar em um desempenho mais positivo nas eleições estaduais.
Baleia Rossi enfatizou que o MDB sempre teve a intenção de lançar candidaturas próprias, mas reconheceu que o atual cenário político é marcado por uma intensa radicalização. Ele destacou que o partido tem a característica de manter uma posição equilibrada, o que é essencial para contribuir nas discussões relevantes do país. “Tendo uma força significativa no Congresso Nacional, vamos conseguir ajudar o país a avançar, crescer e se desenvolver”, afirmou.
Historicamente, o MDB apresentou candidaturas próprias nas últimas duas eleições presidenciais. Em 2022, a então senadora Simone Tebet (MS) foi a representante do partido, obtendo 4,16% dos votos válidos no primeiro turno e finalizando na terceira colocação. Tebet, que deixou o MDB, agora é pré-candidata ao Senado Federal pelo PSB de São Paulo. Já em 2018, o partido lançou o ex-presidente do Banco Central (BC) e ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles, que terminou em sétimo lugar, com apenas 1,2% dos votos válidos.
O MDB exerceu a Presidência da República entre abril de 2016 e 1° de janeiro de 2019 sob a liderança de Michel Temer, atual presidente de honra da legenda, que assumiu após o impeachment de Dilma Rousseff (PT). Para as eleições de 2026, o partido não pretende lançar candidatura própria ao Planalto, focando suas energias nas disputas estaduais.
Com isso, a sigla planeja eleger uma expressiva bancada de deputados e senadores no Congresso Nacional, com a expectativa de lançar dez candidatos a governador e seis a vice-governador. Além disso, o MDB tem como meta eleger 50 deputados federais e entre dez a 12 senadores, além de colocar 20 candidatos ao Senado em disputa.



