A Polícia Militar de São Paulo (PMESP) deu início, nesta quinta-feira, 30, à Operação Impacto Media Urbs II, uma ação que visa combater o tráfico de drogas e os roubos na modalidade conhecida como "quebra-vidros" na capital. Esta operação é considerada uma das maiores mobilizações diurnas realizadas recentemente na cidade.
Cerca de 900 policiais estão envolvidos na operação, que conta com o apoio de 290 viaturas, além de três blindados e uma aeronave. Até o presente momento, não houve divulgação por parte da PM sobre o balanço de prisões ou apreensões realizadas durante as ações.
Com foco em áreas que apresentam um alto número de ocorrências, conforme levantamento prévio da PMESP, a operação busca atingir simultaneamente a logística do tráfico e crimes como furtos e roubos, especialmente aqueles que envolvem a quebra de vidros de veículos para a subtração de celulares. Os trabalhos tiveram início no começo da manhã, com a concentração de efetivo no Vale do Anhangabaú.
Uma segunda fase da operação está prevista para ocorrer no final da tarde, com as equipes partindo a partir do Mercado Municipal, ampliando assim a atuação para o período noturno. A operação também faz uso de recursos tecnológicos, como drones e cães farejadores, que permitem uma varredura mais eficaz e o monitoramento das áreas alvo.
O objetivo é realizar ações mais precisas para identificar e desarticular estruturas criminosas, com um foco especial em regiões críticas, como a Favela do Gato. O efetivo mobilizado inclui equipes do Comando de Policiamento da Capital e do Comando de Policiamento Metropolitano, além de unidades especializadas, como os Batalhões de Ações Especiais de Polícia e as Companhias de Ações Especiais de Polícia.
As atividades estão sendo monitoradas em tempo real pelo Centro de Operações da Polícia Militar, utilizando o programa Olho de Águia. O coronel Henguel Ricardo Pereira, secretário-executivo da Segurança Pública de São Paulo, destacou que a estratégia da operação busca enfraquecer continuamente a atuação do crime organizado. "A operação responde com escala e tecnologia ao que o crime organizado construiu ao longo do tempo. Estamos atuando de forma coordenada contra quem utiliza o espaço público para o tráfico e para o crime patrimonial", afirmou.



