Mensagens obtidas pela Polícia Federal revelam que Rodrigo Fux, advogado e filho do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), manteve uma intensa comunicação com Daniel Vorcaro ao longo de mais de um ano. Um dos trechos das conversas, ao agendar uma reunião com o ex-dono do Banco Master, destaca a expressão: “Tapete vermelho, irmão”.
As trocas de mensagens tiveram início em maio de 2024 e se estenderam até agosto de 2025. Durante este período, Rodrigo e Vorcaro organizaram encontros em diversas cidades, como Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo, além de discutirem tanto assuntos profissionais quanto encontros informais. As mensagens indicam, por exemplo, encontros programados para dezembro de 2024 e para os meses de fevereiro e março de 2025.
Em uma dessas conversas, Rodrigo mencionou que deixaria o Superior Tribunal de Justiça (STJ) para se encontrar com Vorcaro em Brasília, informando: “17:30 tô lá” após receber o endereço do encontro. Em outra ocasião, em março, ele afirmou: “Bom dia. 10:30hs tô aí”. Contudo, as mensagens não confirmam se todos os encontros realmente ocorreram.
Em novembro de 2024, Vorcaro solicitou assistência de Rodrigo em um caso específico, expressando: “Quero te chamar para me ajudar num caso”. Rodrigo respondeu que seria um prazer ajudar, e os dois realizaram uma videochamada, na qual Vorcaro enviou um documento para análise. Entretanto, não há detalhes sobre a natureza do caso discutido.
Além de interações profissionais, a comunicação entre os dois também incluiu convites para eventos sociais. Em fevereiro de 2025, Vorcaro ofereceu a Rodrigo acesso a uma área exclusiva de um camarote durante o Carnaval do Rio, permitindo que ele levasse familiares e amigos. Rodrigo, por sua vez, enviou informações sobre seus acompanhantes para receber os convites.
As mensagens tornaram-se públicas no mesmo dia em que o STF avaliava os desdobramentos da investigação sobre o Banco Master e a autenticidade do relatório da Polícia Federal, que continha conversas entre Alexandre de Moraes e Vorcaro. A relação de Rodrigo Fux com o ex-banqueiro é um ponto utilizado pelo grupo de Moraes para questionar a participação de Luiz Fux no julgamento.



