A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) comunicou nesta terça-feira (30) sua saída da presidência do PL Mulher, o que implica em renunciar a um salário mensal de R$ 33.848,30, conforme registrado na prestação de contas do PL Nacional enviada ao TSE.
A decisão de Michelle ocorre em um momento delicado, marcado por uma crise familiar envolvendo seu enteado Flávio Bolsonaro, que é pré-candidato à Presidência pela mesma sigla. Em sua declaração, Michelle ressaltou que sua prioridade será cuidar do marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está cumprindo pena em prisão domiciliar por uma condenação de 27 anos relacionada a um golpe de Estado. Não houve menção sobre seus próprios planos políticos futuros.
O acerto para a saída de Michelle foi formalizado em uma reunião com Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, na sede do PL Mulher em Brasília. Até o momento, a ex-primeira-dama não se manifestou publicamente sobre a possibilidade de concorrer a uma vaga no Senado pelo Distrito Federal neste ano, afirmando que sua trajetória política será decidida em conjunto com Jair Bolsonaro “no tempo certo”.
Até a última atualização desta matéria, Flávio Bolsonaro não havia comentado sobre a saída de sua madrasta do comando do PL Mulher.
Considerando o salário mensal de R$ 33.848,30, entre janeiro e abril de 2026, Michelle já havia recebido R$ 135.393,20 do PL Nacional, conforme os dados mais recentes disponíveis na prestação de contas enviada ao TSE.



