O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), cobrou informações sobre a equipe de segurança do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele solicitou que a defesa do capitão da reserva indique os profissionais que fazem parte do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).
No despacho, Moraes destacou que, ao autorizar a prisão domiciliar temporária de Bolsonaro, pediu que a defesa informasse os nomes dos advogados que realizariam visitas, assim como os responsáveis pelo acompanhamento médico e funcionários da residência. Na mesma data, foi protocolada uma lista complementar de profissionais da equipe de segurança.
Moraes acatou o pedido da defesa de Bolsonaro para que ele ficasse em casa por 90 dias a partir da alta médica, determinada em 24 de outubro. A decisão foi considerada “sacramentada” por aliados do ex-presidente após manifestação favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Bolsonaro recebeu alta no dia 27 de outubro, após 14 dias internado no Hospital DF Star, em Brasília, onde tratou uma broncopneumonia. Ele chegou à sua residência com um colete à prova de balas da Polícia Militar do Distrito Federal e, ao longo do tratamento, teve acompanhamento familiar e de profissionais de saúde.

