A suspeita de vínculo do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), com o Tayayá Resort remonta aos tempos da Lava Jato, há quase uma década. O ministro admitiu, neste ano, ser sócio da Maridt, empresa da família que figura entre as proprietárias do resort.
Mensagens citadas em uma representação do senador Renan Calheiros indicam que o ex-procurador Deltan Dallagnol informou que Toffoli seria sócio oculto do primo no empreendimento. O diálogo, de julho de 2016, veio a público após o site The Intercept hackear celulares de envolvidos na Lava Jato, sendo utilizado para embasar acusações contra Dallagnol.
Dias Toffoli reconheceu, em 12 de fevereiro, ser sócio de uma empresa que vendeu o resort, localizado no Paraná, mas negou ter recebido pagamentos do dono do Banco Master. Três dias antes, o diretor da Polícia Federal (PF) entregou um relatório ao presidente do STF, Edson Fachin, mencionando trocas de mensagens sobre pagamentos à Maridt.
A PF extraiu os diálogos do celular do dono do Banco Master, que foi alvo de uma operação de busca e apreensão. A suspeita da PF é de que os pagamentos estejam relacionados ao Tayayá Resort, vendido pela Maridt a um fundo que contava com a participação do Banco Master.

