Até o dia 4 de abril, políticos que ocupam funções públicas e desejam concorrer nas Eleições 2026 precisam se desincompatibilizar dos cargos. Entre eles estão os ministros do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com ao menos dez nomes ventilados como candidatos. Gleisi Hoffmann, ministra das Relações Institucionais, anunciou que deixará a pasta em 31 de março para tentar retornar ao Senado Federal.
O foco em São Paulo tem crescido, com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sendo um dos nomes mais pressionados para a disputa. Embora tenha negado interesse em concorrer novamente ao Governo de São Paulo, Haddad confirmou que deixará a pasta até abril. Caso não dispute, Simone Tebet, ministra do Planejamento, é considerada como opção. Para o Senado, Geraldo Alckmin e Marina Silva estão entre os cotados.
Camilo Santana, ministro da Educação, e Wellington Dias, ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, também devem deixar seus cargos para auxiliar na campanha de Lula. Ambos têm experiência como governadores no Nordeste e serão fundamentais na articulação dos palanques regionais. Outros ministros, como André de Paula e Celso Sabino, também podem se desincompatibilizar para focar nas eleições.
O movimento de desincompatibilização é parte da estratégia do PT para ampliar sua presença no Senado, onde atualmente possui nove cadeiras. A expectativa é que mais ministros sigam o exemplo de Gleisi Hoffmann e Alckmin, contribuindo para as candidaturas do partido nas próximas eleições.

