O senador Sergio Moro (PL-PR) manifestou sua indignação em relação à articulação do governo federal na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, que ocorreu às vésperas da sabatina de Jorge Messias, indicado ao Supremo Tribunal Federal. Moro apontou que a alteração na composição do colegiado reflete a insegurança do Palácio do Planalto acerca da aprovação do nome de Messias para a corte.
O parlamentar destacou que foi surpreendido ao ser informado sobre sua substituição na CCJ, sem qualquer consulta prévia. Ele ocupava uma vaga do União Brasil, que foi preenchida pelo senador Renan Filho, indicado pela liderança do bloco do MDB. “Essa manobra imoral”, , sinaliza a incerteza do governo em relação à aprovação de Jorge Messias ao STF.
Em sua declaração, Moro afirmou que, diante dessa situação, seu voto será contra a indicação de Messias. O senador acredita que o governo teme uma sabatina transparente, onde os membros da oposição teriam a oportunidade de fazer perguntas relevantes ao indicado.
A formalização da indicação de Jorge Messias ocorreu em 1º de abril, após a decisão do AGU de ocupar a vaga deixada por Luís Roberto Barroso, que se aposentou em outubro de 2025. A sabatina está marcada para ocorrer em um clima de tensão, refletindo as recentes modificações na composição de comissões do Senado.
Em 14 de abril, durante a fase final da CPI do Crime Organizado, a formação do colegiado foi alterada poucas horas antes da votação do relatório, resultando na retirada de Moro e Marcos do Val. Essas manobras políticas levantam questionamentos sobre a estratégia do governo Lula em relação à aprovação de suas indicações no Senado.



