A PC-PR (Polícia Civil do Paraná) investiga o motorista de uma caminhonete que atropelou um frentista e fugiu sem prestar socorro, em Londrina, no Norte do Estado, o principal suspeito é o filho do proprietário. Após o acidente, o veículo seguiu em direção a um condomínio de luxo localizado nas proximidades. Câmeras de segurança ajudaram os investigadores a identificar a placa.
O atropelamento ocorreu por volta das 5h, enquanto Paulo Roberto de Oliveira retirava o lixo de um posto de combustíveis. Segundo o trabalhador, a caminhonete trafegava em alta velocidade, invadiu a calçada e o atingiu.
Com o impacto, o frentista afirma ter sido arremessado por aproximadamente 30 metros. Caído e com dores, ele ainda teria visto o condutor tentar manobrar o veículo antes de deixar o local.
“Eu só lembro que vi um farol vindo, que atingiu eu e o carrinho e me jogou uns 30 metros para a frente. Caí agonizando de dor. Eu só via o cara tentando dar ré para se evadir do local. Quase passou em cima de mim de novo”, relatou Paulo.
O motorista não parou para prestar assistência. Conforme a vítima, durante a fuga, a caminhonete passou novamente perto do local onde ele estava caído.
Paulo sofreu escoriações pelo corpo e ferimentos no pé e no olho. Ele foi encaminhado para atendimento médico e já prestou depoimento à Polícia Civil.
Imagens de câmeras de segurança registraram parte da ocorrência. A análise permitiu que agentes da Delegacia de Trânsito chegassem à placa da caminhonete e reconstruíssem o trajeto realizado após o atropelamento.
Segundo o delegado Edgard Soriani, o veículo entrou em um condomínio de luxo próximo ao posto. A administração do residencial foi oficialmente notificada para informar quem estava na posse da caminhonete no momento do acidente.
“Pelas pesquisas realizadas em nossos sistemas, tudo indica que o condutor seria o filho do proprietário da caminhonete, que possui residência nesse condomínio. Agora, aguardamos a resposta formal para confirmar essa informação”, explicou o delegado.
A Polícia Civil procura novas imagens e elementos que possam confirmar quem dirigia o veículo. A investigação também apura a suspeita de que o motorista estivesse sob efeito de bebida alcoólica.
O responsável poderá responder pelas lesões provocadas no atropelamento e pela fuga do local sem prestar socorro. A eventual confirmação de embriaguez será analisada no decorrer do inquérito e poderá influenciar a responsabilização criminal.
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