A Polícia Federal (PF) iniciou investigações sobre movimentações financeiras suspeitas envolvendo Jonathas Assunção, ex-secretário-executivo da Casa Civil durante a gestão de Ciro Nogueira. Ele foi um dos alvos dos mandados de busca e apreensão da Operação Sem Refino, deflagrada na sexta-feira, 15.
De acordo com as apurações, Jonathas recebeu aproximadamente R$ 1,3 milhão em transferências que não apresentam justificativa econômica clara. A PF aponta que esses valores foram movimentados por empresas de consultoria que não possuem estrutura operacional que justifique a quantia recebida.
As investigações buscam elucidar possíveis casos de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e fraudes tributárias relacionadas ao grupo Refit. Jonathas Assunção figura entre os investigados, ao lado do ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, e outros ex-secretários estaduais, além do desembargador Guaraci Vianna, do Tribunal de Justiça do Rio.
Entre os repasses identificados, entre 17 e 31 de março de 2025, destacam-se valores significativos: R$ 760 mil da Refit, R$ 380 mil da Roar Inovação, R$ 320 mil da Fera Lubrificantes e R$ 62 mil da Flagler. A soma total dos repasses chega a R$ 1,3 milhão, e a PF observa que esses montantes tiveram baixa permanência nas contas intermediárias, sem respaldo em despesas operacionais que justifiquem as atividades de consultoria.
Jonathas Assunção, além de ter sido principal auxiliar de Ciro Nogueira, ocupou um cargo no Conselho de Administração da Petrobras em 2022. Após sua saída da estatal, ele assumiu a área de relações institucionais do grupo Refit. Contudo, deixou essa posição após a deflagração da Operação Poço de Lobato, em novembro de 2025, a qual visou a empresa, considerada a maior sonegadora de impostos do país.



