O novo regime tarifário dos Estados Unidos, que entrou em vigor no dia 24, deve beneficiar 46% dos produtos brasileiros exportados para o país, conforme balanço do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Entre os principais produtos beneficiados estão as aeronaves, que agora têm alíquota zero para a entrada no mercado norte-americano.
A alteração nas tarifas é resultado de uma decisão da Suprema Corte, que considerou que Donald Trump havia violado a lei federal ao impor taxas de importação de forma unilateral. Inicialmente, as tarifas globais foram fixadas em 10%, mas houve um aumento para 15% que ainda não foi formalizado por Trump, resultando na vigência da taxa de 10%.
O novo regime tarifário garante que cerca de 46% das exportações brasileiras para os EUA, equivalentes a US$ 17,5 bilhões, fiquem livres de sobretaxas. Outros 25% das exportações, no total de US$ 9,3 bilhões, estarão sujeitos à tarifa global de 10%, que pode ser elevada a 15% no futuro, enquanto 29% continuam com tarifas setoriais da Seção 232.
A isenção das aeronaves é uma das principais mudanças, uma vez que o produto, que anteriormente tinha uma tarifa de 10%, agora compete no mercado norte-americano sem qualquer taxa. O Ministério do Desenvolvimento destaca que as aeronaves têm grande valor agregado e tecnologia embarcada, sendo um item importante nas exportações brasileiras para os Estados Unidos.

