Em 28 de maio de 2026, às 09h29, um estudo publicado pela União Europeia de Geociências trouxe uma nova perspectiva sobre as projeções de aquecimento global, informando que o painel da ONU irá abandonar um cenário extremo utilizado por anos, conhecido como RCP8.5. Esse cenário, que implicava um aumento drástico nas emissões de carbono, foi considerado implausível por especialistas, levando a uma revisão das previsões sobre Mudanças Climáticas.
O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expressou sua satisfação com essa mudança. Em um post na rede social Truth Social, ele comemorou a decisão, afirmando que o comitê climático da ONU finalmente reconheceu que suas projeções estavam erradas após 15 anos de alarmismo sobre a 'mudança climática'. Trump enfatizou a correção das previsões que, segundo ele, sugeriam um futuro catastrófico para o planeta.
O RCP8.5, um dos cenários mais alarmantes, sugeria que as emissões de carbono triplicariam ao longo deste século, resultando em um aumento médio de temperatura da Terra de 4,4 ºC. A partir de 2013, esse cenário foi amplamente considerado na pesquisa climatológica, mas especialistas, como Roger Pielke Jr., questionaram sua plausibilidade, considerando as premissas subjacentes absurdas. Pielke destacou que a ideia de substituir fontes de energia limpas por carvão era irrealista.
A crítica ao RCP8.5 não é recente. Em 2020, a revista Nature já havia classificado esse cenário como “cada vez mais implausível”. No estudo de abril, os 44 autores envolvidos afirmaram que a evolução das políticas climáticas e a queda nos preços de energia renovável contribuíram para tornar o cenário insustentável. Essa mudança de perspectiva também foi abordada por Pielke, que fez uma analogia com o crescimento de seu filho, ilustrando como previsões exageradas podem levar a alarmismos infundados.
O abandono do RCP8.5 pode impactar a forma como a mídia e os formuladores de políticas abordam o tema das Mudanças Climáticas. No passado, o cenário extremo foi utilizado para justificar afirmações alarmistas sobre o futuro, como a alegação de que o Brasil poderia se tornar inabitável em apenas 50 anos. Com a nova abordagem, há uma expectativa de que as discussões sobre clima se tornem mais fundamentadas e menos alarmistas, refletindo as realidades atuais das políticas ambientais e das inovações tecnológicas.
Dessa forma, a mudança nas projeções climáticas representa um ponto de virada significativo no debate sobre o aquecimento global, com implicações não apenas para a ciência, mas também para a política e a opinião pública em relação ao tema.



