A nova concessão dos ônibus em Curitiba está prestes a ser finalizada, com o edital previsto para ser lançado nas próximas semanas. Esta licitação se destaca por ser a maior já realizada na cidade, prometendo uma modernização significativa no sistema de transporte coletivo e a implementação de mudanças estruturais que já foram discutidas anteriormente, como a ampliação da integração temporal entre as linhas.
Os ajustes finais do projeto estão sob a responsabilidade do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que está revisando o modelo de concessão considerando o atual cenário internacional, com ênfase nos efeitos da flutuação dos preços do petróleo, especialmente em decorrência da guerra no Oriente Médio. O presidente da URBS, Ogeny Pedro Maia Neto, ressaltou que a decisão de adiar o lançamento do edital visa assegurar uma maior qualidade no serviço a ser oferecido.
A nova concessão traz à tona debates sobre a integração temporal mais ampla, um tema que já vem sendo discutido há algum tempo. Em março, foi mencionada a possibilidade de uma integração temporal total no sistema de ônibus de Curitiba. A URBS confirmou a viabilidade dessa ideia, mas ainda não definiu como será implementada.
O projeto contempla a divisão em cinco lotes de operação, onde dois serão dedicados aos corredores de BRT e três às regiões Norte, Sul e Oeste, com contratos com duração de 15 anos. Além disso, a proposta inclui a reestruturação das rotas, a criação de novas linhas e a ampliação da frota, que passará de 1.189 para 1.234 ônibus.
Os investimentos previstos são significativos e incluem a aquisição de 250 ônibus elétricos ao longo de até cinco anos e 149 veículos a diesel padrão Euro 6 logo no início do contrato. Ao longo da concessão, mais de mil novos ônibus deverão ser adicionados à frota, junto com a construção e requalificação de 16 estações-tubo e a criação de cinco novas linhas, além de alterações em 30 itinerários.
Os novos veículos serão equipados com ar-condicionado e câmeras de monitoramento, além da instalação de eletropostos nos terminais Capão Raso e Capão da Imbuia, sinalizando a transição energética do sistema de transporte. Um aspecto inédito da concessão é a criação de um fundo garantidor para assegurar a estabilidade financeira do contrato, além da introdução de novos indicadores de qualidade no serviço.



