A advogada Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro Alexandre de Moraes, negou ter recebido mensagem em que o dono do Banco Master perguntava sobre notícias ou bloqueios. Com isso, ela enfraquece a versão do próprio marido, segundo quem os prints dos textos enviados pelo banqueiro a seus interlocutores foram armazenados em pastas junto com os contatos das pessoas que os receberam e, depois, entregues à CPI do INSS.
No material sob custódia da CPI, essa anotação com o questionamento do banqueiro é um arquivo armazenado numa pasta junto com o contato de Viviane. Na nota, ela disse que “não recebeu as referidas mensagens”. Assim, as versões de Moraes e da mulher são incompatíveis.
A assessoria de comunicação do STF foi acionada sobre a afirmação de Viviane, mas não houve retorno. O fato de dois arquivos estarem na mesma pasta criada pelo programa de processamento de dados usados pela PF e compartilhado com a CPI não indica automaticamente correlação entre eles. Apenas que as “impressões digitais” deles têm trechos iguais e, por isso, são armazenados juntos.
Moraes se posicionou após reportagem informar que a mensagem de Vorcaro, redigida no dia 17 de novembro de 2025, data de sua primeira prisão, teve como destinatário o magistrado. ‘Sem Sentido’

