Na noite de segunda-feira (10), uma mulher de 33 anos, identificada como Isabella Fonseca Barbosa, foi assassinada na Vila Mariana, Zona Sul de São Paulo. O crime foi cometido por seu companheiro, João Pedro da Silva Barroso, de 28 anos, que foi preso algumas horas depois e autuado por feminicídio.
O corpo de Isabella foi encontrado por volta das 20h50 em um espaço recuado de um imóvel aparentemente abandonado na Rua Doutor Fabrício Vampré, nas proximidades da Praça Damazio. A vítima apresentava múltiplas lesões e seu rosto estava desfigurado, conforme informações contidas no boletim de ocorrência.
A localização do suspeito ocorreu após o relato de um vigilante que trabalhava nas imediações. Ele informou que havia visto Isabella caminhando ao lado de um homem, ambos envolvidos em uma discussão. Em seguida, o homem retornou sozinho e em alta velocidade. O vigilante, desconfiado, decidiu procurar pela mulher e encontrou seu corpo na área recuada do imóvel.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas a médica que chegou ao local confirmou a morte de Isabella. A perícia foi realizada e o corpo foi enviado ao Instituto Médico Legal (IML) para os devidos procedimentos.
Imagens de câmeras de segurança da região foram analisadas pelos policiais. As gravações mostraram um casal caminhando junto e, em seguida, apenas o homem retornando. O vigilante confirmou que se tratava do mesmo indivíduo visto com Isabella antes do crime. Por volta das 23h40, durante patrulhamento, os policiais localizaram João Pedro na Rua Doutor Márcio Cardim, nas proximidades da Rua Botucatu. Ao perceber a aproximação da equipe, ele tentou fugir, mas foi abordado na Rua Gândavo.
Durante a abordagem, os policiais encontraram o documento de identidade e o celular de Isabella com João Pedro, além de um lençol que se parecia com o que aparecia nas imagens das câmeras de segurança. O suspeito confessou ter agredido a namorada, afirmando que acreditava que ela pretendia matá-lo. Ele relatou que a enforcou com um golpe conhecido como "mata-leão", além de ter batido a cabeça dela contra o chão repetidamente e quebrado suas pernas.



