O deputado federal Nikolas Ferreira, do PL de Minas Gerais, publicou neste domingo (20) uma foto em suas redes sociais vestindo uma camiseta com a imagem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), acompanhada da frase "Sou ladrão e vacilão" estampada na testa do magistrado. A postagem gerou repercussão após a divulgação de um vídeo que mostra Moraes e sua esposa, a advogada Viviane Barci, desembarcando de um jatinho associado ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
Essa frase, utilizada por Nikolas, remete ao caso de Ruan Rocha Silva, que teve a expressão tatuada à força no rosto em 2017, após ser acusado de furto. A publicação do deputado ocorreu na sequência da divulgação de um vídeo gravado em 22 de agosto de 2025, no qual Moraes e Viviane desembarcam no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, a bordo de um Legacy 650, de prefixo PP-NLR, vinculado a uma empresa associada a Vorcaro.
Além da imagem, Nikolas também fez uma série de postagens no X, onde direcionou ironias e críticas ao ministro. Em uma das mensagens, questionou se Moraes incluiria a si mesmo no inquérito das fake news. Em outra, sugeriu que, na próxima sessão do STF, se ninguém confrontasse Moraes com o vídeo, seria melhor desligar a televisão e pedir o impeachment de todos os envolvidos.
O vídeo que circulou nas redes sociais foi gravado em agosto do ano passado e gerou controvérsias, especialmente porque, em abril de 2026, o gabinete de Moraes havia declarado que o ministro nunca havia viajado em aeronaves pertencentes a Daniel Vorcaro. Após a repercussão, o escritório de Viviane Barci se manifestou, afirmando que contratou serviços de táxi aéreo da Prime Aviation, e que a escolha das aeronaves cabia à empresa responsável pelo transporte. O escritório ainda destacou que Vorcaro não estava presente nos voos.
Documentos da Polícia Federal indicam que mensagens no celular de Vorcaro mencionam o uso de aeronaves. Em uma conversa datada de 16 de julho de 2025, o empresário questionou Marcos Matta, responsável pela gestão das aeronaves, sobre a utilização de aviões e helicópteros, recebendo a informação de que o uso já estava liberado. A investigação também inclui relações comerciais entre empresas ligadas a Vorcaro e o escritório de Viviane Barci, que nega qualquer irregularidade e afirma não manter vínculos com a Prime Aviation.



