A Nokia, empresa finlandesa de telecomunicações, registrou um desempenho financeiro superior ao esperado em seu lucro operacional do segundo trimestre, impulsionado pelo aumento das vendas relacionadas à inteligência artificial (IA) e à nuvem. O lucro operacional comparável atingiu 434 milhões de euros, um crescimento de 18% em relação ao mesmo período anterior, superando a expectativa média de 382 milhões de euros prevista por analistas.
O crescimento nas vendas líquidas comparáveis também foi significativo, alcançando 4,82 bilhões de euros no trimestre. A companhia relatou que as vendas líquidas provenientes de clientes de IA e nuvem dobraram, somando 446 milhões de euros. Essa expansão é reflexo da estratégia da Nokia em focar na venda de equipamentos de fibra óptica, especialmente para grandes empresas de tecnologia que estão desenvolvendo centros de dados voltados para IA.
Justin Hotard, presidente-executivo da Nokia, destacou que a empresa tem enfrentado desafios devido ao aumento abrupto nos preços dos CHIPS de memória, decorrente da alta demanda impulsionada pelo setor de IA. Ele mencionou que, em alguns casos, os custos não podem ser absorvidos e, portanto, são repassados aos clientes. Essa situação é semelhante à enfrentada por concorrentes como a Ericsson, que também alertou sobre os efeitos do aumento nos custos de PRODUÇÃO.
Desde sua chegada à Nokia, Hotard tem se concentrado na expansão dos negócios de centros de dados e firmou um acordo significativo com a fabricante de CHIPS Nvidia. Esse movimento gerou um aumento expressivo nos novos pedidos de IA e nuvem, que totalizaram 2,8 bilhões de euros no trimestre, em comparação com 1 bilhão de euros no período anterior. Analistas do JPMorgan comentaram que este valor é consideravelmente superior a qualquer previsão obtida anteriormente.
O aumento na demanda por tecnologia de IA está levando a um foco maior na cadeia de suprimentos. Hotard ressaltou que os clientes do setor possuem um entendimento profundo da cadeia de fornecimento, o que é um indicativo positivo sobre o mercado, uma vez que fazem pedidos antecipados. Além disso, a Nokia está investindo na ampliação de sua capacidade de teste e embalagem na Pensilvânia e adquiriu um complexo de fabricação de CHIPS da NXP no Arizona, o que permitirá a PRODUÇÃO de fosfeto de índio (InP), material essencial para componentes ópticos.
Com a crescente demanda por soluções alimentadas por IA, a Nokia está se posicionando para enfrentar os desafios do mercado, especialmente considerando que empresas chinesas dominam a PRODUÇÃO de InP, um componente crucial na nova tecnologia que utiliza luz por meio de fibras ópticas, ao invés de sinais elétricos tradicionais.



