Sistema permite rastrear dinheiro de golpes em até 11 dias, aumentando a segurança nas transações.

O novo sistema do Pix, MED 2.0, começa a rastrear fraudes em até 11 dias a partir deste domingo.
Introdução do novo sistema do Pix para rastreamento de transações fraudulentas
A partir deste domingo (23), o novo sistema do Pix, chamado Mecanismo Especial de Devolução (MED) 2.0, será implementado pelas instituições financeiras. Essa atualização tem como objetivo aprimorar a segurança nas transações, permitindo o rastreamento do dinheiro em casos de fraudes e golpes, que agora poderão ser monitorados em até 11 dias.
Funcionamento do MED 2.0 e suas vantagens
Diferente da versão anterior do MED, que foi lançada em outubro, a nova tecnologia permite identificar não apenas a conta inicial que recebeu os valores fraudulentos, mas também toda a cadeia de transações subsequentes. Isso significa que é possível mapear a “árvore de transações”, bloqueando recursos em múltiplas contas que possam ter recebido parte do valor desviado. Essa abordagem deverá dificultar as ações criminosas, uma vez que os golpistas frequentemente redistribuem os valores em diversas contas para evitar a detecção.
Como contestar uma transação no novo sistema
Para contestar um Pix, o cliente deve acessar o “Extrato Pix” e selecionar o valor que deseja contestar. Em seguida, é necessário clicar no botão “Contestar este Pix” e seguir as orientações que aparecerão na tela. É importante notar que essa funcionalidade não se aplica a desacordos comerciais ou erros de digitação; ela é exclusiva para situações que envolvam fraudes, golpes ou coerção.
Prazo para devolução dos valores
Com a nova implementação, o prazo para a devolução dos valores às vítimas foi reduzido para até 11 dias após a contestação. Essa mudança representa um aumento significativo na eficiência do processo de recuperação de prejuízos financeiros, oferecendo maior proteção aos usuários do sistema.
A obrigatoriedade do novo sistema
Atualmente, a adoção do MED 2.0 é opcional para as instituições financeiras. No entanto, a partir de 2 de fevereiro de 2026, a utilização desse sistema se tornará obrigatória, refletindo o compromisso do Banco Central em combater a criminalidade financeira digital. À medida que os golpes via Pix se tornam mais frequentes, essa atualização é considerada um avanço crucial na proteção dos consumidores.
Conclusão
O novo sistema do Pix, MED 2.0, promete aumentar a segurança nas transações digitais, proporcionando um mecanismo eficaz para rastrear fraudes e devolver valores às vítimas. Com a possibilidade de identificar o caminho dos recursos em múltiplas contas, o Banco Central visa dificultar a ação de criminosos, promovendo um ambiente mais seguro para os usuários do sistema.




