A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira, uma operação contra um grupo suspeito de fraudes bancárias que teria causado prejuízo superior a R$ 500 milhões à Caixa Econômica Federal. Entre os investigados estão o CEO do Grupo Fictor, Rafael Góis, e o ex-sócio da empresa, Luiz Rubini, apontados como integrantes do esquema.
De acordo com a Polícia Federal, os criminosos cooptavam funcionários de instituições financeiras para facilitar o acesso aos sistemas internos. Com essa colaboração, o grupo inseria dados falsos nos computadores das instituições para realizar saques e transferências ilegais.
A atuação envolvia um sistema sofisticado. Para ocultar o rastro do dinheiro, os investigados utilizavam empresas de fachada e contavam com o apoio de grupos econômicos. Após as transferências, os valores eram rapidamente convertidos em criptoativos e bens de luxo, dificultando o rastreamento pelas autoridades.
Os investigados podem responder por gestão fraudulenta, crimes contra o sistema financeiro, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Em caso de condenação, as penas somadas podem ultrapassar 50 anos de prisão. A operação contou com apoio da Polícia Militar de São Paulo e mobilizou equipes no Rio de Janeiro e na Bahia, cumprindo 21 ordens de prisão preventiva e 43 mandados de busca e apreensão.

