Fantasma encerra jejum de cinco rodadas e chega aos 51 pontos
O Operário voltou a sonhar com uma vaga no G-6 da Série B do Campeonato Brasileiro, mas a vitória por 1 a 0 sobre o Athletic, nesta sexta-feira, no estádio Germano Krüger, em Ponta Grossa, esteve longe de convencer. O Fantasma encerrou uma sequência de cinco rodadas sem vencer, chegou aos 51 pontos e assumiu a nona colocação, voltando a se aproximar da disputa pelo acesso. O resultado positivo, porém, não escondeu os problemas de um time que praticamente deixou de jogar depois de marcar o gol.
A diferença entre o placar e o desempenho foi evidente. Sem Boschilia, o Operário voltou a demonstrar dificuldade para organizar as jogadas, encontrar passes e abastecer o ataque. A equipe errou até mesmo passes curtos, teve pouca criatividade e praticamente não conseguiu construir oportunidades para ampliar a vantagem. Depois do golaço de Caio Dantas, ainda no primeiro tempo, o torcedor viu uma partida marcada pela falta de articulação e pela dificuldade de manter a bola sob controle.
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O gol que decidiu o confronto saiu aos 25 minutos da etapa inicial. Caio Dantas recebeu pela direita, dominou, trouxe a bola para o meio e acertou um chute de canhota no ângulo, sem chances para o goleiro adversário. Foi um lance de qualidade individual que acabou fazendo a diferença em uma partida pobre em criatividade.
Até então, o Operário havia começado com mais posse de bola e chegou a levar perigo aos quatro minutos, em um desvio de Dudu. Depois do gol, no entanto, a equipe perdeu capacidade de articulação e permitiu que o Athletic crescesse. Aos 35 minutos, Carlinhos recebeu dentro da área, girou e acertou a trave de Elias, na melhor oportunidade dos visitantes na primeira etapa.
O segundo tempo foi ainda mais complicado para o Fantasma. O Athletic voltou pressionando e chegou a balançar as redes aos sete minutos, com Aponzá, de cabeça, mas o gol foi anulado por impedimento após revisão do VAR.
A partir daí, o Operário recuou suas linhas e passou a apostar nos contra-ataques. A estratégia defensiva até funcionou para preservar a vantagem, mas a equipe praticamente abdicou de construir jogadas ofensivas. Sem conseguir trocar passes com qualidade ou encontrar alternativas para sair da pressão, o time de Ponta Grossa passou boa parte da etapa final tentando resistir às investidas mineiras.
O cenário ficou ainda mais tenso nos minutos finais, quando Jhonatan Silva foi expulso nos acréscimos. O árbitro acrescentou 12 minutos ao tempo regulamentar, e o Operário precisou suportar a pressão até o apito final para confirmar os três pontos.
O resultado marcou a primeira vitória de Alberto Valentim desde que assumiu o comando da equipe, após a saída de Luizinho Lopes. Foi o terceiro jogo do treinador à frente do Fantasma, que agora volta a enxergar a possibilidade de entrar na zona de classificação para os playoffs de acesso.
A vitória, entretanto, não resolve as dificuldades ofensivas. Sem essa referência, o Operário dependeu praticamente de uma jogada individual de Caio Dantas e passou o restante da partida sem demonstrar merecimento para subir para a primeira divisão do futebol brasileiro.
O Fantasma terá agora mais de uma semana para corrigir os problemas antes de um compromisso ainda mais exigente. No domingo (1º), às 18h30, enfrenta o Novorizontino, fora de casa, pela 36ª rodada. O adversário está na disputa pelo acesso e pelo título, o que exigirá uma atuação mais consistente do time paranaense.
Ficha técnica
Operário 1 x 0 Athletic-MG
Rodada: 35ª
Árbitro: Maguielson Lima Barbosa
Assistentes: Daniel Henrique da Silva Andrade e Isabela Morais Vivas
VAR: Philip Georg Bennett
Cartões Amarelos:
Operário-PR: Brenno, André e Berto
Athletic: Jhonatan Silva e Wili Aponzá
Cartão Vermelho:
Athletic: Jhonatan Silva
GOLS: Operário-PR: Caio Dantas – 29’/1ºT
Público: 1960 presentes
Renda: R$ 36.570,00
Estádio: Germano Krüger
Local: Ponta Grossa (PR)
Operário: Elias; Maguinho (Miranda), Cuenú, Joseph e Gabriel Feliciano; Índio, Vinícius Diniz, Dudu Mosconi (Berto), Brenno (Mikael Doka) e Moraes (André); Caio Dantas (Léo Erig). Técnico: Alberto Valentim
Athletic: Luan Polli; Diogo Batista (Max), Jhonatan Silva, Belezi e Zeca (Enzo); João Miguel, Felipe Negrucci (Jota) e Pedro Oliveira (Philipe Sampaio); Kauan Rodrigues, Carlinhos e Dixon Vera (Wili Aponzá). Técnico: Alex de Souza
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