O ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, mantinha um patrimônio artístico de R$ 260 milhões fora do alcance das autoridades brasileiras. De acordo com documentos obtidos pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o valor real do acervo é cinco vezes superior ao que o empresário declarou no Imposto de Renda de 2025.
O liquidante da instituição financeira agora move processos no Brasil e nos Estados Unidos para rastrear telas de Pablo Picasso e Jean-Michel Basquiat compradas por meio de empresas sediadas em paraísos fiscais, como as Bahamas e o Alasca.
A estratégia de ocultação utilizava uma rede de offshores e trustes para dificultar o rastro documental.
O rastro das galerias e laranjas
O liquidante acionou a Justiça norte-americana para intimar 16 galerias de arte que transacionaram com o ex-banqueiro. Registros bancários indicam que US$ 80 milhões saíram de contas do Banco Master nas Bahamas para financiar esse mercado de luxo.

