A Procuradoria-Geral da República (PGR) formalizou uma denúncia no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o blogueiro Oswaldo Eustáquio, acusando-o de associação criminosa em razão de sua participação nos eventos de 8 de janeiro de 2023. A denúncia destaca que Eustáquio teria cometido delitos por meio de publicações em redes sociais e por sua presença em manifestações em frente a quartéis, após a eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2022.
Eustáquio, que já enfrentou prisão e foi liberado, atualmente se encontra na Espanha, sendo considerado um foragido da Justiça brasileira. Em resposta à denúncia, o blogueiro classificou a acusação como "estúpida, patética e inconstitucional", enfatizando que a situação envergonha o Brasil em nível internacional.
Ele também mencionou que a Audiência Nacional Espanhola decidiu, por unanimidade, que a investigação, que foi tratada pela Polícia Federal (PF) no Brasil como crime, é considerada liberdade de expressão na Espanha. Essa afirmativa reflete a tensão entre as legislações dos dois países em relação à liberdade de manifestação.
Eustáquio criticou ainda o procedimento adotado pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF, que determinou a citação do blogueiro para apresentação de defesa via edital. O blogueiro argumentou que essa abordagem demonstra a incompetência da corte, sugerindo que poderia ter sido contatado por meio de seus advogados ou pelo telefone, que ele afirma possuir há 18 anos.
A denúncia da PGR se alinha a um contexto mais amplo de investigações sobre atos golpistas que ocorreram no Brasil, intensificando o debate sobre a legalidade das manifestações e a proteção da liberdade de expressão. A situação de Oswaldo Eustáquio continua a gerar repercussões tanto no Brasil quanto na Espanha, onde ele busca refúgio, complicando ainda mais o cenário jurídico envolvendo o caso.



